Unidade e Humildade

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A unidade da Igreja é uma das marcas mais sublimes da obra redentora do Cordeiro. O Salmista já declarava sob inspiração: “Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!” (Sl 133.1). Em Efésios 4.3, o apóstolo Paulo nos convoca a um esforço diligente e contínuo: “esforçando-vos por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz”.

É fundamental notar que a unidade não é algo que fabricamos por esforços diplomáticos ou concessões teológicas; ela é um dom soberano do Espírito que nos cabe preservar com temor e tremor. Essa preservação exige um caráter moldado pela regeneração, marcado por “toda humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor” (Ef 4.2).

Na tradição reformada, entendemos que a verdadeira humildade nasce do reconhecimento da soberania de Deus e da nossa total depravação. Por isso, as Escrituras nos ordenam: “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade” (Cl 3.12).

Não há espaço para a soberba naquele que compreende que foi salvo apenas pela graça irresistível. A humildade cristã encontra seu ápice no exemplo de nosso Salvador, conforme exposto em Filipenses 2.3-5: “Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo… Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus”. Cristo, sendo Deus, “esvaziou-se a si mesmo, assumindo a forma de servo” (Fp 2.7) e foi obediente até à morte de cruz.

Se o Rei da Glória renunciou aos Seus direitos para nos resgatar, quão mais nós devemos renunciar ao nosso orgulho em favor da paz do corpo místico de Cristo?

Que a autoridade das Escrituras governe cada afeição e decisão da igreja, para que sejamos um reflexo fiel daquele que é o Cabeça. Que o Senhor os fortaleça na fé e no amor fraternal, pois “aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Fp 1.6).

Presb. Daniel Toledo