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Dentre as várias atribuições que o Criador delegou ao homem, uma delas ganha especial destaque, a paternidade. Participar do processo de formação e desenvolvimento de um ser humano é uma missão, sem dúvidas, um tanto quanto nobre. É grandioso privilégio. É imensa responsabilidade. A paternidade responsável é um desafio que envolve amor sacrificial, tempo de qualidade, energia, dedicação, enfim, investimento no relacionamento pai e filho.

Nenhum sucesso compensa o fracasso da família. Vivemos em um mundo em que os relacionamentos estão fragmentados. Essa crise de relações alcançou em cheio a célula mater da sociedade – a família. Triste realidade.

Os pais não têm tido tempo para os filhos. Não oram e não choram mais por eles e com eles. Não são sua prioridade. Enchem de presentes, em vez de presença. Cuidam mais dos interesses dos outros do que dos interesses dos filhos. São sensíveis aos pleitos externos, mas inatentos com a demanda do lar. Furtam-se ao trabalho de corrigir e ensinar o filho no caminho em que se deve andar, descumprindo o mandamento do Senhor (Pv. 22.6).

Diante desse cenário lamentável, fica a pergunta: onde estão os pais excelentes?

A excelência na paternidade não é uma utopia. É uma meta que deve ser buscada. Não há pais perfeitos, nem filhos perfeitos. Mas é dever dos pais esforçarem-se para alcançar um padrão bíblico de qualidade. Os filhos são herança do Senhor (Sl. 127.3). São tesouros que o Criador deu aos pais. Não podemos substituí-los pelo trabalho, pelos amigos e, até mesmo, pela igreja, por mais legítimos que estes sejam. Assim, há esperança apenas para aqueles que buscam o Senhor. Urge, portanto, resgatar os padrões bíblicos da paternidade e colocá-los em prática imediatamente.

Há alguns exemplos bíblicos de pais vitoriosos. Um deles é o de Jó.

  1. Jó era um homem temente e que andava com Deus (Jó 1.1). Muito mais do que palavras, é preciso ter uma vida santificada. Nossos filhos verão, por intermédio das nossas vidas, que há um Deus digno de adoração. Não há como ter sucesso no relacionamento horizontal (com os filhos), desprezando o relacionamento vertical (com Deus).
  2. Jó plantou a semente da amizade entre os filhos (Jó 1.4). Grande alegria para o pai é ver os filhos juntos e felizes. Há famílias que os irmãos se odeiam e não se falam. Pais que agem com favoritismo, que não reconhecem a diferença entre os filhos e que não semeiam a amizade, criam um solo fértil para o crescimento da contenda entre os irmãos. Foi assim com Isaque que preferiu Esaú. Foi assim com Jacó que preferiu José.
  3. Jó era o sacerdote do seu lar (Jó 1.5). Ele se preocupava com a vida espiritual dos filhos. Preocupava-se com a salvação deles. Pai, você tem sido o sacerdote do seu lar? Tem orado pelos seus filhos? Tem lido a Bíblia para eles? Tem feito o culto doméstico com eles? Tem se preocupado com a salvação deles? De nada adianta filhos bem sucedidos financeira e profissionalmente, se não tivermos filhos remidos e lavados pelo sangue de Jesus Cristo.

Deus amado, capacita-nos a exercer a paternidade com excelência. Nossos filhos a Ti pertencem e para Ti criamo-los.

Feliz dia dos pais!

Presb. Daniel Toledo