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“Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles.”
Mateus 1.21
O Natal hoje é representado por duas realidades antagônicas, e nenhuma delas é verdadeira. Por um lado, um certo cinismo por detrás do consumismo inebriante que vemos nas ruas. Por outro lado, o Natal passou a ser uma festa que confunde mitos com verdade, realidade com fantasia.
Não que isso signifique muita coisa para a nossa sociedade pós-cristã. Hoje, curiosamente, vivemos um “Natal” despersonalizado. O nascimento de um bebê sem o bebê, sem Jesus. Também no “Natal” fala-se muito em amor, paz, prosperidade, esperança, felicidade, mas aquele que deu – e dá – sentido verdadeiro e real a cada uma desses valores e aspirações do ser humano é deixado de lado. É uma mensagem sem autor e isso é um contrassenso, chega a ser um absurdo, mas é assim que as coisas estão.
(…) Todavia, ainda que nossa sociedade celebre um Natal sem Jesus, nós, os cristãos, podemos nos valer da oportunidade que temos, a cada ano, de lembrar o que significa o nascimento do Homem-Deus. A vinda do Filho do Homem, do Filho de Deus.
Por isso o cristão faz muito bem em celebrar a natividade. O Natal cristão, nos oferece a oportunidade de contemplarmos algumas das maiores maravilhas, dos maiores milagres da história da humanidade.
Estou falando de algo absolutamente singular. Algo inconcebível até. Deus descendo ao mundo. Deus revestindo-se de nossa humanidade e participando dela. Isso é extraordinário. Nenhuma grande descoberta – nenhum fato da história passada ou futura poderá superar esse grandioso momento: Deus se fez homem e nasceu entre os homens.
(…) Jesus recebeu esse nome, por determinação de Deus, anunciado pelo anjo, tanto a Maria como a José, porque em seu nome ele traz consigo a razão do seu nascer: Javé Salva. Deus salva. O homem se meteu nas astúcias do erro e do pecado e Deus, todavia, mesmo tendo direito de extirpar da face da criação toda raça humana, decide por redimi-la. Ele não poderia fazê-lo, todavia, cometendo violência à sua justiça transgredida pela zombaria e rebelião do homem no pecado. Então ele se encarnou e resolveu ele mesmo pagar o preço que nossos pecados impõem: a morte.
(…) Essa realidade, da vida perfeita de obediência a Deus e morte vicária estão presentes nas palavras do anjo: “porque ele salvará o seu povo dos pecados deles”. É por isso que Jesus nasceu, viveu, morreu e ressuscitou. Não podemos perder isso de vista.
Pr. Tiago Santos, texto publicado no site “Coalizão pelo Evangelho”