Jesus: O Maravilhoso Conselheiro

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Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz;” (Is 9.6)

 Este versículo, tão familiar em nossa tradição reformada, revela não apenas a vinda do Redentor, mas também as qualificações intrínsecas e absolutamente necessárias que o acompanhariam. Dentre estes sublimes atributos, destaca-se essa dupla qualificação de “Maravilhoso Conselheiro”, uma verdade que merece nossa profunda reflexão, especialmente ao considerarmos as complexidades de nossa vivência terrena.

A expressão “Maravilhoso Conselheiro” aponta para uma sabedoria que transcende a compreensão humana. O termo “Maravilhoso” evoca o extraordinário, o milagroso, o que está além do comum.

Cristo, como Conselheiro, não oferece apenas ou meras opiniões ou sugestões baseadas em experiência limitada, mas sim um conselho que brota da própria mente divina. Sua orientação é perfeita, infalível e onisciente, desprovida de erro, egoísmo ou superficialidade.

Ele conhece o princípio e o fim, as intenções do coração humano e os desígnios eternos de Deus. Sua perícia não se restringe a um campo específico, mas abrange todas as esferas da existência (Cl 3.2,3), desde as mais íntimas angústias da alma até os grandes dilemas éticos e morais da sociedade.

Para os crentes, que vivemos nesta “terra de peregrinação” com suas inerentes tensões, conflitos e incertezas, a figura de Cristo como o Maravilhoso Conselheiro é um refúgio e uma bússola inestimável. Em um mundo onde o conselho é abundante, mas a sabedoria é escassa, somos convidados a direcionar nossos ouvidos e inclinar nossos corações a Ele (Pv 2.1,2). Sua voz ecoa nas Escrituras Sagradas, manifesta-se através do Espírito Santo que habita em nós, e se faz presente na comunhão dos santos.

É imperativo que a Igreja de Cristo, em sua jornada, não se desvie da fonte primária de toda boa e perfeita dádiva. Busquemos diligentemente o conselho de Jesus para nossas decisões pessoais, familiares e comunitárias.

Em tempos de dúvida, sofrimento ou perplexidade, lembremo-nos que temos um Maravilhoso Conselheiro cujo amor é eterno e cuja sabedoria é inesgotável. Ao ouvi-Lo e segui-Lo, encontramos a verdadeira paz e direção para navegar nas tensões desta vida (Dt 4.10, 14 – “na terra”), confiantes de que Sua orientação nos conduzirá, com segurança, à glória eterna.

Rev. João Geraldo