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A vida, em sua rica tapeçaria, é costurada por lugares. Há o lugar do nosso nascimento, o lar de nossa infância, o banco escolar, a alegria do primeiro emprego, o altar do casamento. Existem os lugares de passeio, de risadas com amigos, de jantares especiais, e até mesmo o lugar solene onde nos despedimos daqueles que amamos. Cada um desses espaços geográficos guarda histórias, memórias e emoções, merecendo nossa atenção e cuidado.

Mas, em meio a essa miríade de geografias externas, existe um Lugar… um espaço de suma importância, tão vital quanto qualquer outro: o nosso homem interior. Ele é a topografia da alma, a “casa” que é o cerne de nossa identidade – compostos por nossa mente, vontade, emoções. É o lugar onde a vida é entendida e as decisões são tomadas.

A história humana, infelizmente, revela uma tendência trágica de construirmos lugares onde Deus não é bem-vindo. Desde Gênesis, vemos Enoque, filho de Caim, edificando uma cidade – um espaço de civilização humana que, no contexto de sua linhagem, a presença divina não era esperada. Mais tarde, a Torre de Babel surge como um monumento, uma arquitetura construída para expressar a desobediência a Deus. Quantas vezes, com intentos semelhantes, ainda hoje, erguemos nossas próprias “cidades” e “casas”, físicas ou metafóricas, onde inadvertidamente relegamos Deus para as margens, e não para “as primícias”?

O apóstolo Paulo, em sua oração (Ef 3.16) dirige-se a cristãos – judeus e gentios convertidos a Cristo. No entanto, ele compreende que, mesmo entre os crentes, essa “casa”, esse “homem interior”, ainda inclinado a ser uma “Babel Moderna” e tudo o que ela representa, necessita de uma REFORMA. Para isso, precisaremos sempre, essencialmente, da intervenção poderosa do Espírito Santo.

Essa oração, é um convite “tácito” para que Ele, com Seu poder inesgotável, traga à ordem, o que está em desordem nesse lugar. Parece que precisaremos ser uma junção atual de Marta, a que trabalha incessante para limpar, e Maria, a que busca no lugar certo, para que esse lugar tome novos ares a cada dia. Limpando e buscando diariamente, com a pessoa certa, o necessário para a efetiva reforma espiritual.

Oremos sempre para que o Espírito Santo bondosamente arrume a casa”. E nessa reforma do “homem interior”, nesse mês em que os protestantes comemoram a Reforma histórica e marcante acontecida no passado, revitalize esse lugar, transformando-o em um santuário digno da presença de Deus.

Excelente semana na companhia do Santo, nesse, a cada dia, novo lugar.

Rev João Geraldo