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Em Apocalipse 19.12, a menção aos diademas de Cristo constitui uma clara referência à superabundante magnitude de Seu poder, em contraste com a limitação de autoridade simbolizada pelos sete diademas do grande dragão vermelho e os dez da besta do mar. Cristo possui, essencialmente, poder incomparável.

Comparativamente, o grande dragão e a primeira besta possuem diademas, em quantidade e qualidade infinitamente menor do que possui o Cavaleiro que cavalga o cavalo branco, cujo Nome é misterioso, e que é Fiel e Verdadeiro, conforme descrito em Apocalipse 19.11-12.

Tais insígnias e epítetos do inimigo representam os diademas da desgraça, opostos aos diademas da graça que são intrínsecos à natureza divina de Cristo. Os diademas da desgraça, associados ao dragão e à besta, são meramente derivativos; ou seja, para todas as criaturas, sejam elas filhos de Deus ou não, os diademas são tanto concessões divinas quanto construções edificadas ao longo da existência.

Diademas são coroas (Pv 1.9 – versão francesa [LSG] e NVT; guirlanda [NIV]; lindo ornamento [LB 1912]; ornamento [KJV]; adorno [RV 1909 e 1960]; coroa [LSV]). No hebraico bíblico, o termo livyah (לִוְיָה), utilizado em Provérbios 1.9, denota um ornamento, guirlanda ou coroa de graça. Este termo não se refere a uma coroa real formal, mas sim a um adorno que simboliza beleza, honra e favor divinos, uma verdadeira “coroa de graça” construída por ações e ensinamentos. Assim, diademas podem ser da graça ou da desgraça.

Existe um ditado que expressa: “Não se pode impedir pássaros de voarem sobre a cabeça, mas pode-se impedir que façam ninho”. Esta metáfora sublinha a importância de filtrar as influências. O Rei Salomão (Pv 1.9) ensina que figuras de autoridade influenciam e auxiliam seus filhos a construir sua livyah – diademas de graça. A sabedoria divina, quando absorvida, produz este efeito. Essa imagem ornamental de algo colocado sobre a cabeça é uma metáfora simbólica que significa o que se conquistou, ou seja, vitória sobre os inimigos, poder e vida.

Como Igreja, somos desafiados a refletir sobre os “diademas” que oferecemos, como pedagogos celestiais, àqueles sob nossa responsabilidade: filhos, família, funcionários e todos que cruzam nosso caminho. Isso se queremos que eles sejam vitoriosos, e tenham estrutura salubre para andarem nessa vida onde Satanás ainda anda, e com objetivos bem específicos e poderes limitados: perseguir a semente da mulher. Estamos provendo oportunidades para que estes construam seus diademas de graça? Que nossa influência instrumentalize, aqueles que têm ouvidos espirituais, a desfrutar da sabedoria celestial. A questão crucial é: com nossas vidas e ensinamentos, entregamos diademas de graça ou diademas de desgraça?

 Rev. João Geraldo