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“A quem tenho eu no céu senão a ti? E na terra não há quem eu deseje além de ti.
A minha carne e o meu coração desfalecem;
Mas Deus é a fortaleza do meu coração, e a minha porção para sempre” (Sl 73.25,26)
Ao iniciarmos um novo ciclo, é crucial pausar e refletir sobre as bases de nossa existência e aquilo que verdadeiramente almejamos. A voz do salmista Asafe, em Salmo 73.25-26, ressoa como um eco eterno: “A quem tenho eu no céu senão a ti? E na terra não há quem eu deseje além de ti.”
Esta declaração não é um mero sentimento, mas a culminação de uma jornada de autodescoberta, confrontando a verdade sobre QUEM É SEU PRAZER. Asafe compreendeu, por experiência própria, a ineficácia de buscar preenchimento em qualquer lugar que não seja Deus.
A história bíblica nos alerta sobre a tentação de cavar “cisternas rotas” (Jr 2.13), que, ao invés de saciar, deixam a alma árida. Israel, ao abandonar seu Deus, buscou satisfação em substitutos vãos, correndo atrás do “vento” (Ec 1.14). Tal procura fora de Deus é, inevitavelmente, uma jornada rumo ao fracasso e à frustração, pois nada terreno pode oferecer a plenitude que só o Criador proporciona. A maior bênção é, portanto, conhecer a Deus e deleitar-se em Sua presença, saciando sua sede ardente por Ele, como a corça que suspira pelas águas (Sl 42.1) ou a alma que anseia pelos átrios do Senhor (Sl 84.12).
Essa profunda comunhão com Deus é a essência da vida eterna, um conhecimento íntimo d’Ele e de Jesus Cristo (Jo 17.3). Ser discípulo de Cristo implica em dar a Ele a primazia absoluta, em ter Sua soberania estabelecida acima de qualquer outra coisa em nossa vida – família, carreira, sucesso, ou até mesmo nossos próprios anseios (Lc 14.26; Jo 1.15). Somente em Cristo encontramos o suprimento completo, a fortaleza inabalável e a segurança eterna. Ele é a Rocha, o manancial de águas vivas, o único que pode verdadeiramente preencher nosso coração.
Esperamos que neste novo ano, nossa Igreja seja caracterizada por uma devoção que responde inequivocamente à pergunta QUEM É SEU PRAZER, em Cristo. Ele deve continuar sendo o centro. Devemos amá-lo acima de tudo e de todos, perseguindo o conhecimento nEle (Cl 2.1-3) e buscando Sua face com fervor. Deus, em Cristo, seja o nosso maior, único, primeiro e supremo prazer.
Rev. João Geraldo